Artigos Glass Journal

|Director of The Month #1|

Hiro Murai 



No vasto trabalho de Hiro Murai como realizador de vídeos, este conta já com a realização de três video-clips para o rapper norte americano Earl Sweatshirt. Na publicação de hoje falamos desta colaboração que já decorre há 3 anos.

O primeiro trabalho realizado para Earl foi o video de "Chum", lançado em dezembro de 2012.

Neste segmento todo a preto e branco, em que o rapper norte americano assume um papel principal, vemos bastantes planos próximos da sua cara. Hiro ter-se-à focado principalmente no cantor visto que a letra da sua música tem um grande carácter pessoal, pois revela factos pessoais do próprio, criando-se assim uma relação intimista entre o rapper e quem visiona o vídeo.

Perto do fim do vídeo vemos o cantor de cabeça para baixo, facto que não dependeu de efeitos visuais. Earl foi mesmo pendurado de pernas para cima enquanto interpretava a música e era filmado

   
Em seguida falamos do video de "Hive", que Hiro Murai considera como sendo uma espécie de "primo" do vídeo de "Chum".
Neste vídeo, filmado em Santa Clarita, a cerca de uma hora de Los Angeles, temos uma abordagem mais sinistra do que em "Chum". 

Existem pessoas com máscaras, inspiradas nos disfarces de Halloween que as crianças usavam no anos 30, que como podem ver em baixo no vídeo, criam um ambiente sombrio.
Como pequena curiosidade em relação ao video-clip, revelamos que a cena em que se vêem dois cães a copular, não foi propositada, simplesmente aconteceu e a equipa de filmagem decidiu registar.




Por fim falamos da mais recente realização de Hiro, o video para "Grief" que entra no segundo álbum do rapper Earl Sweatshirt: I Don’t Like Shit, I Don’t Go Outside.
"Grief" é todo filmado com câmaras térmicas, que apenas registam radiação infra-vermelha e não luz visível e, por conseguinte, faz com que superfícies frias apareçam escuras e objetos quentes apareçam mais claros, dando uma sensação de emissão de luz. Além disto Hiro editou o vídeo de forma a ficar tudo a preto e branco o que conjuga bastante bem com a profunda produção da música. 
Existem bastantes aspetos curiosos, como o uso de uma cobra, animal de sangue frio, que aparece em tons escuros, de modo a criar um contraste com a pele das pessoas. Uma particularidade que consideramos bastante interessante é o facto de vermos uma rapariga que mergulha numa piscina com água fria e, de seguida ela emerge, sendo possível reparar nas gotas que escorrem pela sua cara e que, aquecidas pela sua pele, são também captadas pela câmara térmica.






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