|Album Review| - Estará o grunge de volta com Courtney Barnett?

Courtney Barnett ­- Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit

 7,5/10 


Após três EPs, a música australiana de indie-rock Courtney Barnett descobriu a sua fórmula de sucesso. A cantora e compositora conseguiu criar a sua identidade, utilizando três dos instrumentos mais populares e utilizados no dia-a-dia (guitarra, baixo e bateria). A australiana compôs as músicas deste álbum durante um ano e apenas as mostrou à sua banda uma semana antes das gravações, para que estas canções tivessem um som “fresco”. O que não deixa de ser curioso é que o seu maior single deste longa duração, “Pedestrian at Best” foi escrito nos últimos minutos de gravações e que, a versão de álbum foi a primeira vez que Courtney cantou verdadeiramente a letra, deixando de a murmurar. Esta espontaneidade e descontração musical continua a marcar o som da artista de indie-rock e vai no seguimento dos êxitos pertencentes ao The Double EP: A Sea of Split Peas, como “History Eraser”, “Avant Gardener” e “Porcelain”.
Neste álbum encontramos um paralelo ao longa duração Burn Your Fire For No Witness, que Angel Olsen lançou em 2014 e também estabelecemos ligação à sonoridade que tanto Kurt Vile, como Cass McCombs têm desenvolvido nos últimos anos.
Ao ouvir esta estreia nos longa durações, concluímos que o resultado é um conjunto conexo de 11 canções, nas quais encontramos tanto canções a pedir para nos levantarmos como “Pedestrian at Best” e “Nobody Really Cares If You Don't Go To The Party”, assim como músicas que nos fazem sentar e pensar (“Depreston” e “Kim's Caravan”) e outras vezes, apenas nos fazem sentar.


Texto: Eduardo Antunes

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