|Concert Review|

Jacketx/O Manipulador/The Sunflowers



No passado dia 15 de julho foi dia de festa no Barba Rija Bar em Aveiro e nós estivemos lá. Os concertos contaram com a produção da discográfica ZigurArtists servindo como um evento promocional do festival TRC ZigurFest, este ano já na sua 4ª edição.

A noite era de calor na cidade de Aveiro, mas sentia-se um ligeiro orvalho a cair sobre o corpo. Dentro do Barba Rija, o típico ambiente de boa música convidava as pessoas a entrar e esperarem os concertos que decorreriam.

O primeiro projeto a atuar foi Jacketx, constituído apenas por Francisco Lima, que teve a ingrata missão de motivar as pessoas a deslocaram-se para a sala de espectáculos, localizada na cave. O concerto iniciou-se com apenas meia dúzia de espectadores, mas já pela sua segunda música mais pessoas iam entrando e sentando-se a ouvir os frequentes loops de guitarra auxiliados de delay que ajudavam a preencher a sala.


Jacketx apresenta-se na maioria do concerto atrás de uma guitarra, mas também intercala com o seu sintetizador. A sua sonoridade pode ser comparada a nomes como Tycho, e também a Jíboia, devido à enérgica guitarra. As batidas criadas previamente numa caixa de ritmos preenchiam muito bem as músicas, ajudando os tímidos pés do público a acompanhar os ritmos e a criar alguma dinâmica.


Depois de uma pausa de quase 30 minutos, inicia-se o concerto, que iria durar quase uma hora, de O Manipulador, a one man band formada por Manuel Molarinho em 2010. A esta hora a sala já se encontrava mais composta, que com o baixo muito experimental e a junção da loop station e da voz,  começou a aquecer a noite. Após ter executado a primeira música, Manuel agradece a presença de todas as pessoas e indica que não irá falar mais durante o concerto. 


Recolhe-se então para o seu espaço mental e dá continuação ao espectáculo. O artista conseguiu momentos bastante introspectivos, mas também proporciou momentos mais mexidos, devido à sua música com ritmos criados com o bater das cordas do baixo. A presença de um microfone com efeitos robóticos ajudava a preencher as músicas, sendo que este era alternado com um micro normal com ligeiros efeitos na voz.


Com o aproximar do fim da sua atuação, este fez uma versão dos Dead Combo, o público
foi-se envolvendo cada vez mais na música e mais aplausos se ouviam. 



Depois de mais um pequeno intervalo entram os The Sunflowers, aí o público levanta-se para ouvir o seu punk rock/garage rock. Nesta última parte do evento o duo apresentou-nos músicas dos dois  EP's, passando por trabalhos como "UFO, Please Take Me Home", "The Witch", "I Saw a Ghost", "I'm a Woman, I'm a Man", que fez com que o público se movimentasse ao som da rápida malha do EP s/t, e "Mama Kim", numa versão muito mais rápida, que na nossa opinão ficou bastante favorecida. 

O concerto foi marcado pela boa disposição da banda e por um público algo apreensivo, mas devido à atitude electrificante do vocalista foi possivel criar um ambiente bastante confortável. O concerto não ficou só por aqui, a banda apresentou também projetos não gravados, que neste momento não esão disponíveis para audição online, como "Hasta La Pizza, Baby", "Mary Jane", "Mountain", "The King Never Died, He Just Went Home" e "Charlie Don't Surf". 



Sempre bastante profissionais os The SunFlowers ofereceram momentos muito punk com o vocalista a saltar do palco e a movimentar-se ao som das rápidas guitarradas. 

Ao iniciarem a música "Beach Bitch" uma corda parte-se e estes são obrigados a parar o concerto de forma a trocar de guitarra. Carlos justificou o sucedido, de forma a não criar confusão com o público que acabou por achar piada a esta pausa inesperada. Para terminar encerraram com "Surfin' With The Phantom" criando um final digno dos largos aplausos.



Fotografia: Ricardo Jorge (https://www.flickr.com/photos/ricardosjorge)
Texto: Bruno Costa

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