Artigos Glass Journal

|Concert Review|

TOY/CLINIC/EAT BEAR - HARD CLUB


A primeira edição do Indouro Fest decorreu de uma forma mais desfalcada, devido às ausências dos cabeças-de-cartaz Toy e Clinic, como consequência da greve da TAP. A Ilha dos Flamingos e o Indouro Fest tentaram, outra vez, a vinda das duas bandas a Portugal. Deste modo, organizaram este evento, para o dia 4 de julho, no Hard Club, cidade do Porto.



De facto, a sala designada encheu para ver as duas bandas inglesas, mas primeiro foi presenteada com o concerto dos portugueses Eat Bear. O concerto começou às 21h30 e aqueceu uma tímida sala com o seu indie rock com rasgos de garage mas também com uma personalidade tingida de pop, com bons riffs de guitarra, que o baixo apoia. 





Noutros cenários, o concerto poderia ter originado mosh, mas o público não se revelou fã de tal prática durante toda a noite. O quarteto portuense sabia do seu estatuto perante os nomes que lhes seguiam, mas de espírito animado surpreenderam, pela positiva, a generalidade dos espectadores com músicas como "July" ou "Skip Off".



























Apesar deste bom começo, o público ansiava por ver Toy e Clinic, e os defensores do psicadelismo entraram em palco às 22h30, abrindo com "Dead & Gone". 



A distorção musical animou os presentes que admiravam o rock e o shoegaze dos ingleses, mas que nunca se deixaram levar completamente pela música, não sendo muito expressivos durante todo o evento. 


























Durante pouco menos de uma hora e meia de espetáculo, os Toy tocaram as suas principais músicas como "It's Been So Long", "Left Myself Behind", "My Heart Skips A Beat" e "Motoring", mas também estrearam canções que o público ainda não tinha entrado em contacto, mas que empolgaram os presentes devido aos riffs e interludes inesperados, como: "Jungle Games", "We Will Disperse", "Clear Shot" e "Dream Orchestrator". Para finalizar, a música título do seu mais recente álbum, "Join The Dots" que deixou o tímido público a pedir por mais, sempre com os Clinic em mente.



Máscaras postas, fato de cirurgião vestido e os Clinic estavam no palco da sala 1 do Hard Club, quando o relógio chegava à 00h15. A experiente banda de Liverpool entrou em palco com toda a sua sabedoria e preencheu o público, que também tinha alguns membros com máscaras, contribuindo para o ambiente de culto que se viveu durante este concerto.



























A timidez dos espectadores foi ligeiramente largada e ouviam-se alguns gritos de euforia direcionados para a banda liderada por Ade Blackburn. O post-punk com ares de experimentalismo, foi interpretado com recurso a uma vasta gama de instrumentos, desde os tradicionais baixo, guitarra, bateria e teclado a clarinete, harmónica, maracas e sampler. Com a sua agressividade e misteriosismo habitual, passaram por diversas canções da sua longa carreira musical, tendo atingido a plenitude da noite com "Harmony", do álbum Walking With Thee.



Estes concertos vieram encerrar, definitivamente, a edição de estreia do Indouro Fest, que encerrou os trabalhos de 2015 em apoteose, depois da desilusão dos cancelamentos referidos anteriormente. Agora, fica por retirar um balanço positivo e a experiência aprendida, para organizar e construir um festival de referência.



Fotografia: Francisco M Soares (https://www.flickr.com/photos/franciscomoraissoares)
Texto: Eduardo Antunes

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