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PARTY SLEEP REPEAT - Dia 22



PARTY SLEEP REPEAT 22.Apr.2016

Nos dias 22 e 23 de abril, São João da Madeira viveu em regime de cultura, com sede na Oliva Creative Factory, um espaço que deve ser explorado noutras ocasiões, e que nestes dias albergou o PARTY SLEEP REPEAT. Esta foi a 4ª edição deste jovem festival, que desta vez, apareceu em dose dupla. Foram o dobro dos dias, com o dobro dos artistas, em comparação com a edição anterior. 

Para abrir o festival o público contou com os nortenhos The Miami Flu, que fizeram um trabalho excepcional a apresentar o registo de estreia Too Much Flu Will Kill You. A banda esteve sempre muito à vontade com o seu reportório que juntando a qualidade do som do festival  proporcionou uma viagem intensa ao seu imaginário lo-fipsychsurf rock e dos jogos 8-bit, com que muitos de nós cresceu a jogar. O concerto contou também com extensões às músicas, projeções alucinantes e com um solo explosivo de bateria. Os  Miami Flu provaram com este concerto que são uma banda com muito potencial.



Basset Hounds apresentam-se em palco já com um público mais composto. O seu surf-rockpsych-rock trouxe um ambiente de alegria e felicidade contagiante, onde já se viam algumas cabeças a abanar e um pequeno mosh entre amigos. Deram um concerto onde incorporam fases mais calmas e outros momentos mais explosivos, que lembram o post-rock. Notou-se na banda a felicidade de terem um público tão recetivo ao concerto, tendo em muitas partes agradecido o entusiasmo que se sentia na sala de concertos. Desprenderam-se bastante dos registos em estúdio e levaram o público numa romaria intensa aos reverbs e loops dos seus pedais. Acabaram o concerto com a música "Take Time" deixando a vontade de ouvir mais.



Os PAUS apareceram com força nesta noite de 22 de abril em S. João da Madeira. Fábio Jevelim, Hélio Morais, Joaquim Albergaria e Makoto Yagyu estavam todos juntos em cima de um suporte iluminado à medida, que os fazia parecer estarem enjaulados, ao contrário do público deste festival, que dançava de forma entusiasta ao ritmo das canções da banda. Sempre muito irreverentes, mas também muito preocupados, davam conselhos para que os ouvintes ligassem às suas mães, e também nos falaram da liberdade e do mote jovem de "conquistar o mundo", introduzindo assim "Deixa-me Ser" uma ode à emancipação e uma das músicas mais acarinhadas pelo público presente na Oliva Creative Factory durante o concerto dos PAUS, cabeça de cartaz deste primeiro dia de festival.


Depois da explosão rítmica da bateria siamesa dos PAUS, os Holy Nothing subiram ao palco, e de modo ainda algo morno, foram convidando os resistentes a um "pézinho" de dança. Ao longo da sua atuação, o trio ia fazendo valer o seu convite, já que a sua eletrónica com uns menores ares de pop que o habitual, dava vontade de ouvir mais e mais... 


A banda é capaz de apresentar um verdadeiro espetáculo em palco, ao ser capaz de tocar algumas das suas canções mais conhecidas, encaixá-las nos seus contínuos beats, e de captar visualmente a atenção dos presentes, com as suas projeções visuais. No fim de contas, uma eletrónica que entretém e que abriu lugar a MVRIA, que fechou este primeiro dia de PARTY SLEEP REPEAT. No dia seguinte, houve mais.


Textos: Bruno Costa e Eduardo Antunes

Fotografia: Ricardo Jorge (https://www.flickr.com/photos/ricardosjorge)

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