|Album Reviews| - Estado frenético nos remodelados Crystal Castles

Crystal Castles - Amnesty

 6,5/10 




Depois da saída de Alice Glass, vocalista do duo desde 2004 até outubro de 2014, Ethan Kath o único elemento da banda, junta agora a nova vocalista Edith Frances e juntos lançam o seu primeiro single em abril de 2015, “Frail”. Single este, que pertence agora ao seu novo álbum lançado no passado dia 19 de agosto pela Casablanca Records: Amnesty. Nome que possivelmente se refere à organização defensora dos direitos humanos, Amnesty International. Ou talvez não, pois esta é uma das principais características de Crystal Castles, deixar ao público a liberdade de interpretarem o que ouvem como bem lhes apetecer. 

O álbum conta com 11 faixas, com duração de pouco mais de meia hora, mas uma meia hora super intensa com os mais variados ritmos e batidas. Começamos o álbum com a faixa “Femen” e logo a abrir encontramos uma “cover” da “Smells Like Teen Spirit”, mas uma cover que em nada tem a ver com o que estamos habituados a ouvir. Baseia-se numa mistela da letra original (mal se percebendo a letra de tão obscura que a voz é) e com um instrumental que, para quem já está familiarizado com a banda, não tem muito de inovador. 

Depois podemos ouvir faixas como “Fleece” e “Enth” que pela intensidade das suas batidas facilmente nos conseguem transportar para um cenário de discoteca, estilo Blade ou Trainspotting. Duas músicas que encaixavam na perfeição na banda sonora de ambos os filmes.

O álbum acaba com o tema “Their Kindness is Charade”, que já puxa uma vertente trip-hop ou até pop alternativo se assim lhe podemos chamar. Não é um álbum inovador, acredito até que se misturar a maioria das músicas que compõem este novo álbum com músicas mais antigas da banda, não notaríamos grandes diferenças. Não há nenhuma “Unstrust Us” nem “Crimewave” neste álbum, a música mais revelante talvez seja “Fleece”, que por si é uma cópia de ideias já usadas por Ethan Kath em álbuns anteriores.

Para os fãs mais antigos de Crystal Castles é um álbum bem vindo, que se mantém fiel aos trabalhos anteriores. Para ouvintes menos familiarizados com a banda talvez seja algo bom que nunca antes tinham encontrado, que é este estilo tão próprio da banda. O duo canadiense passa por Portugal a 7 e 8 de dezembro, no Porto e em Lisboa, respetivamente. Estes serão espetáculos de apresentação deste último disco.


Músicas a ouvir: “Femen”, “Fleece”, “Enth” e “Chloroform"

Texto por: Pedro Simões

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