Indie Music Fest - Dia 1


Foi como defensores do prémio de Melhor Micro-festival Português, pelo Portugal Festival Awards, que se cumpriu mais uma edição do Indie Music Fest, nos dias 1, 2 e 3 de setembro no já mítico Bosque do Choupal, em Baltar, Paredes. Foram 3 dias inteiros de celebração artística independente, que pode contar com nomes como PAUS, Salto, You Can't Win Charlie Brown, Octa Push e Riding Pânico.


Depois de um atraso de quase uma hora no palco Cisma, não havia melhor forma de começar a por o pessoal a dançar e a iniciar os tradicionais moshes como com o punk dos 800 Gondomar. A banda natural de Gondomar traz-nos um som cada vez mais apreciado pelos portugueses, que em muitos pontos lembra os americanos Black Lips. Este grupo de amigos vive uma vida em palco muito animada, tendo uma filosofia de vida parecida com a cover que tocam nos concertos, “Solo se vive una vez” das Azúcas Moreno. A banda foi muito bem recebida pelo público com um mosh logo na primeira música e com a animação a durar até ao final do concerto. 



É com o rock mais clássico e limpo que iniciamos a noite neste primeiro dia de festival, os The Walks trouxeram um ambiente tranquilo mas com muita emoção e apelo à dança. É na música “Redefine” que o público se demonstra mais envolvido, um pouco também pela divulgação que este single já teve, passando pelas rádios portuguesas, como a Antena 3. A banda encheu o palco com um total de 7 elementos, mas demorou um pouco a encher o espaço do palco Antena 3.0. 


Com um rock que tem os seus ares de indie, os Wild Apes entraram em cena no Palco Cisma, começando por enfrentar um público sentado nas carpetes que este ano estão em frente a este palco. Contudo, a sua batida sistemática pedia mais dos festivaleiros, que se levantaram definitivamente ainda na 2ª música, permanecendo assim até ao fim deste concerto.



Por volta da meia-noite, chegam uns pequenos Explosions In The Sky a um dos palcos do bosque mágico do Choupal. Falamos dos Sun Mammuth, um quarteto que circula entre o post-rock e o stoner-rock, sempre de um modo instrumental, e que foi gerando cada vez mais entusiasmo entre os presentes neste pequeno palco, gerando-se mosh pits e alguns crowdsurfs do público,



Os GOBABYGO estariam para encerrar os concertos do primeiro dia de festival, mas devido ao atraso do palco Cisma, deram o penúltimo concerto do dia. Esta banda um pouco à semelhança do ano passado como com os tão bem conhecidos Plus Ultra, tem o papel de transmitir a energia necessária para aguentar mais dois dias intensos de festival. Num concerto marcado pelos mosh e pelo whiskey distribuído nas filas da frente o público do Indie descobriu uma banda com boa disposição, muita energia e uma vontade de partir tudo. 



Por força de mudança de horários, o indie rock sobre a forma de eletrónica chegou ao palco Cisma pela mão dos Whales, nesta sua improvisada função de fechar as atuações de bandas neste primeiro dia. Sediados em Leiria, este quarteto faz da sua força os teclados e sintetizadores, gerando lops musicais de saudar e recordar, talvez, como o momento deste primeiro dia de Indie Music Fest.

       

Texto: Eduardo Antunes e Bruno Costa

Fotografia: João Coutinho (https://www.flickr.com/photos/jmcoutinho/)

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