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Indie Music Fest - Dia 2


Ao segundo dia do mês de setembro o Melhor Micro-festival Português, o Indie Music Fest, realizou-se de um modo ainda maior, havendo concertos não só nos mesmos palcos que no dia anterior, mas também no palco Principal, podendo-se assistir à performance dos mais variados nomes do panorama musical alternativo de Portugal.


O segundo dia de festival começou com um concerto secreto dos We Find You. Realocado para uma praça no centro de Paredes, depois de um incêndio no sítio original, os We Find You apresentaram-se com um concerto acústico e intimista, que se enquadraria melhor nesse cenário mais calmo que a serra do sítio original propiciaria. Com uma sonoridade entre o folk e o pop, foram aos poucos conquistando o público, envolvendo-os, por vezes, na performance das suas músicas e dos muitos covers que apresentaram. 



Neste segundo dia de festival o ambiente já se sentia a ferver, os campistas já estavam totalmente acomodados. E no meio das confusões e do início da preparação do jantar os Basset Hounds, começaram a tocar. No princípio não havia muito público, problema que logo após a primeira música se resolveu, começando a chegar uma enchente de gente puxada pelo psicadelismo que se ouvia pelos bosques. O set da banda não mudou muito do habitual, passaram por músicas como “Bossa”, “Arabica” e o seu primeiro single “Over The Eyes”, mas a surpresa foi uma nova música que apresentaram no festival, ainda sem nome. O concerto deu início a uma noite muito bem animada.

Alek Rein é um projeto recente, apresentou-se no palco principal a seguir a Pussy Whips. Notava-se no público algum desconhecimento da discografia desta personagem criada por Alexandre Rendeiro, mas isto não impediu que se vissem os normais abanares de cabeça e os saltos de felicidade em momentos mais intensos do rock alternativo de Alek Rein. Terminaram o seu concerto com uma música a solo, acompanhada só de guitarra e voz, onde os restantes elementos que acompanham Alexandre saem do palco, criando um intenso momento introspetivo.

Logo em seguida no palco Antena 3/Portugal 3.0 deu-se início ao concerto de Galgo. Os festivaleiros já se encontravam quase todos no recinto, logo problemas de público não afetaram o quarteto maravilha que são os Galgo. Este grupo de amigos proporciona um espetáculo intenso, que fica nas memórias de qualquer um. Durante o seu concerto tiveram direto a uma invasão de palco por parte de um fã muito entusiasmado que acabou por cantar um pouco com o vocalista antes de ser retirado de palco. Um concerto marcado pelo mosh e crowdsurf intensivo dos festivaleiros.

Com o seu extenso número de músicos, os Riding Pânico entraram em cena no palco principal deste Indie Music Fest, dando um concerto à sua imagem, com um rock que por vezes assume-se como post rock, seguindo faixa atrás de faixa, num concerto quase imparável, excetuando-se a saudação de Makoto Yagyu, um dos que voltaria ao palco principal pouco depois, aos festivaleiros que se iam juntando a este palco principal que em breve veria os cabeça-de-cartaz deste segundo dia a atuar, os PAUS.

Já depois da uma hora da manhã chega, muito provavelmente, o maior nome deste festival: PAUS. O quarteto apresenta-se na sua espécie de ringue iluminado que os tem acompanhado nestes concertos de apresentação de Mitra, álbum que editaram este ano. A energia, como sempre, era constante, e o quarteto ia agradecendo aos "indies" a devoção, em especial a um entusiasta fã que agitava a sua prótese da perna no ar, a quem a banda designou carinhosamente de “Perna de PAUS”, dedicando-lhe a, suposta, última música “Mo People”. Por fim, voltam para um encore de pouco mais de 10 minutos de uma descarga de energia total à moda dos PAUS, que encantou o bosque mágico de Baltar. 

A seguir a PAUS deu-se um vazio no recinto, quase que parecia que o público tinha ido repor energias antes de ir para a after hours proporcionada pelo showcase da Cubo Records. Quem perdeu com isso foram os Ghost Hunt que deram um concerto muito bom, mas que só perto do fim, sensivelmente nas últimas duas músicas teve o público que merecia. A eletrónica do duo transformou o ambiente do bosque, do habitual rock para os sintetizadores e notas mais elétricas do baixo.




Texto: Eduardo Antunes e Bruno Costa

Fotografia: João Coutinho (https://www.flickr.com/photos/jmcoutinho/)

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