|5 Songs To Look Forward| - February

O mês de fevereiro é, de facto, o mais curto, mas não foi por isso sinónimo de menor qualidade no que toca a novas músicas. O mais recente segmento do Glass Journal,|5 Songs To Look Forward|, procura fazer um apanhado geral das músicas que foram lançadas durante o respetivo mês e que mais expectativas gerais sobre o artista e seus trabalhos criaram. Assim sendo, neste Top 5 mensal, não entram músicas de álbuns ou EPs editados nesse mês. Em fevereiro, isto significa que não estarão aqui músicas de Sampha, Thundercat, Animal Collective, Xiu Xiu, Sun Kil Moon ou ainda dos King Gizzard & The Lizzard Wizzard.

Arca - "Piel"

Desde o início desta década que o venezuelano Alejandro Ghersi, mais conhecido no mundo da música como Arca, tem dado provas do seu valor, numa pluralidade de valências. Seja pelas mixtapes, EPs ou LPs que lançou ou pela produção musical de trabalhos de nomes como Bjork, FKA Twigs, Frank Ocean ou Kelela, Arca revela ser uma verdadeira mente alienígena, e o seu dedo "fora deste mundo" revê-se em tudo aquilo que toca. Em 2017 será editado o seu álbum homónimo, do qual "Piel" fará parte e foi o primeiro avanço conhecido. A emoção sobre formas extraterrestres continua presente e aparenta ser o mote para o que se segue.  




Pharmakon - "No Natural Order"

Pharmakon é o nome da tríade filosófica que reúne o remédio, o veneno e o bode expiatório, mas aqui falamos de Pharmakon, o projeto de noise de Margaret Chardiet. Contact será o terço álbum com o selo da reputada editora nova-iorquina Sacred Bones Records, perfazendo, no total, o 4º álbum deste projeto. Desta vez o álbum é estruturado, segundo a própria, em redor das quatro fases do trance: preparação; início; clímax e resolução. O conceito ainda nos atrai mais para a sonoridade da música de Margaret, em que se procura um aperfeiçoamento do estilo noise deste projeto. 






Sylvan Esso - "Die Young"

Os Sylvan Esso são, à partida, uma combinação estranha entre uma vocalista de um grupo folk e a capella (Mountain Man) e um produtor de eletrónica (Megafaun, Made Of Oak), mas a verdade é que o seu álbum homónimo de 2014 obteve resultados e este duo acabou por ultrapassar as conquistas dos projetos anteriores de cada um. Preparando-se agora para um segundo registo, os Sylvan Esso já tinham dado a conhecer as entusiasmantes "Radio" e "Kick Jump Twist", mas agora anunciaram o novo álbum What Now, a ser editado no fim do mês de abril, lançando uma nova música e um novo vídeo. "Die Young" é, assim, a mais recente informação do álbum que vai tentar manter o sucesso do 1º.




The Black Angels - "Currency"

Formados em 2004, os The Black Angels são uma prestigiada banda texana que se inspira nas sonoridades psicadélicas para criar os seus próprios sons. Uma das suas outras grandes inspirações são os The Velvet Underground, do qual o nome da banda resulta (referência à música "The Black Angel's Death Song"), assim como o seu logótipo oficial que é uma imagem de grande contraste de Nico. Depois de em 2013 terem editado Indigo Meadow com críticas razoáveis, estes amigos psicadélicos do sul dos EUA deixaram-se levar com o vento e foram desaparecendo do radar das notícias. Tudo mudou com a sua surpreendente confirmação em vários festivais, entre os quais o NOS Primavera Sound, seguindo-se o lançamento, neste mês, de "Currency" uma pujante canção, com um certo toque de misticismo que entusiasma quem a ouve e nos encaminha para o álbum que se seguirá.






Soko - "Sweet Sound of Ignorance"

A francesa Stéphanie Sokolinski, aka Soko, dá cartas em várias áreas, sendo compositora de canções, atriz e também intérprete musical. I Thought I Was An Alien foi o seu primeiro álbum editado e apresentava uma sonoridade muito baseada no folk e no universo dos aliens. Seguiu-se My Dreams Dictate My Reality que partia desse universo mas seguia em direção ao goth-pop, inspirando-se na mais recente onda de Ariel Pink, que colaborou nesse LP em duas faixas. Depois destes dois álbuns editados, Soko aparentava ter feito uma pausa para se dedicar ao cinema, tendo protagonizado dois filmes em 2016 e participado em 3 no ano anterior. "Sweet Sound of Ignorance" é a prova de que a francesa não para, resta perceber se fará parte de algo maior, ou se a prenda para os fãs se fica por aqui.



Texto por: Eduardo Antunes

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