Artigos Glass Journal

Neopop - A nossa experiência


Fomos, pela primeira vez, ao Neopop, ver com os nossos olhos o maior festival de música eletrónica do país, numa edição com um cartaz de louvar. Estivemos presentes no último dia do festival, aquele que marcava o regresso dos lendários alemães Kraftwerk ao país.
Antes desses espectante concerto, assistimos ao set do portuense Alex Fx, que no ano passado regressou com o seu segundo álbum, após 20 anos de lançamento do primeiro. "Red/Black", principal single deste trabalho, foi o ponto alto, devido aos interessantes e misteriosos visuais que acompanharam a música.
Seguiu-se-lhe o espetáculo por que todos esperávamos. À entrada no recinto foram dados óculos 3D a cada pessoa, para que se pudesse vivenciar a experiência "Kraftwerk 3D" na sua plenitude. À 1h da manhã dava-se início a 2 horas de concerto que reúnem o passado com o futuro, nesta retrospetiva futurista lo-fi da história de quase 50 anos de carreira deste quarteto.
"Computer World", uma das primeiras músicas a ser interpretadas, dá o mote para este concerto, que se foca no imaginário futurista imaginado por mentes do século anterior, que imaginavam uma verdadeira revolução pelos computadores. Quando se chega a "Die Mensch Maschine - The Man Machine" dá-se um verdadeiro fenómeno de telemóveis no ar a filmar os momentos em que se repetia "machine, machine, machine" na tela. Momento de tamanha euforia foi novamente registado na versão extensa de "Tour de France", outro dos grandes êxitos dos alemães. Os reis da eletrónica chegaram ainda a fazer dois encores, o primeiro recebido em máxima euforia, pois os elementos tinham sido substituídos pelos famosos robots em "Die Roboter - The Robots". No final, regressam ao palco, e vão-se despedindo em aclamação pelo público, saindo um a um, do palco. História foi feita, todos precisamos de um concertos dos Kraftwerk na nossa vida.


Kraftwerk - imagem ilustrativa
Fonte: https://www.spacemarch.com/blog/kraftwerk-live-review/

A multidão presente em Kraftwerk rapidamente dissipou-se, e para assistir ao set do sueco The Field, apenas algumas pessoas se mantiveram no palco principal deste Neopop. O som techno atmosférico e algo experimental foi conquistando público e acabou em muito boa nota. Seguiu-se o set de Courtesy, que ao contrário do originalmente confirmado pela organização, se separou de Avalon Emerson e procurou juntar sons mais animados e festivos à madrugada. A ideia foi seguida, mas de melhor forma, pelos irmãos Burden, mais conhecidos como Octave One, que se servem, sobretudo, do chamado detroit techno, que os próprios ajudaram a consolidar. Já o sol estava bem no alto quando assistimos a Avalon Emerson, que tal como os produtores a que seguiu, era um dos nomes mais esperados desta edição, que com a sua energia não deixou que ninguém pensasse sequer em dormir. Foi no fim da sua atuação que decidimos deixar a festa. Para o ano há mais Neopop em Viana do Castelo




Texto: Eduardo Antunes

Fotografia: Ricardo Jorge (https://www.flickr.com/photos/ricardosjorge)

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