Indie Music Fest - Dia 1 (setembro)


No segundo dia do Indie Music Fest começamos por ir até ao palco principal e que dá nome ao festival. Eram os Toulouse que lá estavam, e este era um dos concertos que via com maior antecipação. A sua música é, sobretudo, do surf-rock, mas por vezes está no indie, outras está no psicadelismo, mas acima de tudo é de grande qualidade, o que justifica a sua subida de escalão com há 2 anos atrás, onde estiveram num dos palcos secundários do IMF.

Após as baterias recarregadas e o jantar tomado dirigimo-nos, novamente, ao Palco Indie Music Fest. O Conjunto Corona se seguiria. Como sempre, foi um concerto agressivo, mas descontraído, num clima de festa que não se repetiria. Cedo repararam que estava presente no Indie Music Fest, o fã que apanhou o garrafão de hidromel que os próprios chutaram para o público no concerto da Vila que deram, no âmbito do Vodafone Paredes de Coura. Fizeram questão de que esse fosse o primeiro a ser servido com a habitual dose de hidromel dos Corona. Apesar de na noite anterior já se terem assitido a singalongs, esta foi a primeira vez que se viu uma verdadeira legião de fãs, entusiasmados com este concerto e ainda mais com o encore que estes fizeram.

Se Conjunto Corona nos afastou completamente do rumo indie rock, os Marvel Lima fizeram questão de nos voltar a colocar aí mesmo. Vindos do Alentejo apresentam a fórmula de sucesso à qual juntam uma pitada psicadélica, mas que apesar da qualidade reconhecida, não move mundos e fundos.

Rapaz-Ego começa o primeiro concerto do dia que vimos no Palco Cisma. Esta é uma banda composta por alguns membros dos Salto, e rapidamente se denota essa inspiração estilística. É, sobretudo, um projeto interessante que parte dessa base pop eletrónica, mas que circula por vários mares não tão próximos, quer numa tropicalidade arábica, quer a soar a Diabo na Cruz, ou a mostrar alguma agressividade mais rock.

Saímos daí para o concerto do cabeça de cartaz desta edição: Manuel Fúria e os Náufragos. É um indie pop de uma forma algo previsível, mas à qual se deve dar valor pela quantidade de fãs que tem conseguido reunir. Prova disso mesmo foi a quantidade de pessoas que estavam presentes no Palco Indie Music Fest nessa hora. Manuel Fúria sabe o que faz, mas a presença feminina da cantora que o acompanha eleva todo este concerto, potenciando os seus romantismos musicais.

Por fim, passamos do romantismo para uma viagem introspetiva que assenta como um analgésico de boa noite, curador de todos os males. Falo da banda do Porto: Astrodome, que fecham em grande nota o Palco Relva e os concertos neste dia com o seu psicadelismo instrumental que também tem muito de post-rock e que não tem medo de chegar a tonalidades mais industriais. Um dos melhores momentos desta edição. Esperávamos poder repetir momentos destes no último dia que viria do Indie Music Fest.





Texto: Eduardo Antunes

Fotografia: Tomás Barão da Cunha (http://ishouldliveinanalog.tumblr.com/)

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