Artigos Glass Journal

Indie Music Fest - Dia 31 (agosto)


Em 2017 o Indie Music Fest, celebrou o primeiro redondo número de edições. Nesta 5ª edição, com o campismo montado e a adaptação ao espaço feita, deslocamo-nos ao Palco Cisma para ver o concerto de FOQUE, um jovem produtor musical - Luís Leitão, de seu nome -  do qual tenho acompanhado com interesse o seu trabalho. A sua eletrónica intimista que já conhecia ganhou por vezes tonalidades dançáveis, fruto do baterista que convidou para o auxiliar. O concerto teve ainda o contributo de Catarina Russo para dois covers: "Redbone" de Childish Gambino e "Crazy" dos Gnarls Barkley, que encerrou este primeiro concerto a que assistimos. 

A noite já se fazia quando vimos o concerto dos Them Flying Monkeys, neste que foi o primeiro que assistimos da toada musical que marca este festival: o indie rock. Este foi um concerto de improviso já que a guitarra do vocalista deixou de funcionar a meio do concerto, que por vezes apresentou sonoridades do post-rock.

Heavy Cross of Flowers foi o concerto que se seguiu e fugiu um pouco à sonoridade típica deste festival. No pequeno Palco Cisma reuniu-se um conjunto de fãs considerável do stoner-rock deste trio de Paços de Ferreira, composta por dois irmãos (Beatriz e Telmo Cruz) e de um poderoso baixista: Paulo Ferreira.

Regressámos à toada musical de indie rock com a banda de Coimbra: Flying Cages, que apresentou o seu mais recente álbum, Woolgather, editado em março deste ano. Foi um concerto sólido, mas sem grande brilhantismo, onde se pode ver e ouvir claros traços de inspiração dos Artic Monkeys e, particularmente, das peculiaridades da voz de Alex Turner. Voltámos a sair do Palco Relva, pois Killadelphia levou-nos de volta ao Palco Cisma e de volta às sonoridades mais pesada. Aparentam, inicialmente, estar mais pertos do stoner, mas com o avançar do cartaz denota-se mais caraterísticas estilísticas do metal.

Esta primeira noite termina com o concerto do maior nome do dia: The Lazy Faithful. Vindos do Porto, trazem novamente o indie rock à questão, mas apresentam variações mais musculadas e explosivas do que todos os outros concertos do género durante o dia. Dedicaram o concerto a Álvaro Costa, até porque este completou o seu aniversário pouco antes desta edição do Indie Music Fest, mas que, infelizmente, passou mais um ano sem conseguir comparecer no Bosque de Baltar. De destacar ainda que esta foi a primeira vez nesta edição que se conseguiram ouvir singalongs de músicas da banda por parte de alguns dos mais fiéis espectadores. Foi com este entusiasmo que regressámos às tendas, prontos para dois dias, que nos seguiam, ainda mais compostos deste Indie Music Fest de 2017.




Texto: Eduardo Antunes

Fotografia: Tomás Barão da Cunha (http://ishouldliveinanalog.tumblr.com/)

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