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|Concert Reviews| - Novembro acabou em grande com a Carmina Festana

Carmina Festana

GRETUA, 30 DE NOVEMBRO



Em véspera de feriado o GrETUA recebeu os amantes poliamorosos, atraídos pela bela e intensa Carmén, uma mulher destemida que parece querer usufruir ao máximo da frescura de novos projetos musicais.

Foi no calor proporcionado por esta presença feminina que os Mendiratta tocaram pela primeira vez ao vivo. Mostraram ao curioso público o imaginário que se nota ainda estarem a contruir como banda, mas no qual se podem identificar alguns sons psicadélicos assim como construções intensas a lembrar o post-rock

Viveu-se um ambiente muito relaxado, sem pressas, onde o tempo fluía, permitindo conviver e viver a festa em todos os momentos. Para além dos concertos tivemos direito a tote bags com ilustrações do Rick and Morty, uma cama para podermos fazer tatuagens e muitos amigos para ver e rever.

Depois de já estarem todos familiarizados com o espaço, foi a vez dos Cruelist darem um dos concertos mais intensos da noite. De destacar não só a facilidade que têm em criar uma primeira impressão marcante, mas também a complexa e bem estruturada composição das suas músicas. Proporcionaram cerca de 40 minutos de um prazer ofegante. Desejamos só que tenham o sucesso que merecem e cheguem a palcos cada vez maiores. 


Aproveitei a pausa entre concertos para ir beber uma bela cerveja e acompanhar o resto deste ciclo de concertos poliamorosos. Foi numa epifania enquanto a bebia e ouvia piadas como “Sabem o que é que é cor-de-rosa, vermelho, castanho, preto, plimm...?” que me lembrei que os concertos me faziam lembrar algo pelo qual todos nós passamos um dia... O início de uma nova relação! 

Se imaginarmos uma relação com esta idílica Carmén, vemos nos Mediratta um flirt inicial, um sentimento de conhecimento mútuo onde nos expomos a uma incerteza que temos que viver se quisermos conhecer. Os Cruelist trazem-nos o intenso e louco amor que vivemos logo no inicio da relação, vívido e rápido que quase nos parece levar para uma linha temporal totalmente diferente. 

De repente acordamos e olhamos para a nossa cara metade, vemos o nosso crescimento em conjunto e pensamos em todas as loucuras que já vivemos juntos. Foi com este sentimento que os Palmiers trouxeram a alegria de felizes tempos bem passados com o seu tropicalismo. Por fim, D/F/S e DJ Lynce dão-nos o que todos queremos um dia viver num relacionamento. Uma sensação de automação em alta velocidade, em que tudo parece prosseguir em frente, nada nos trava, enquanto os sorrisos vão aparecendo em sintonia com a magia vivida.






Texto: Bruno Costa

Fotografia: Francisco Morais Soares (https://www.behance.net/franciscomsdotcom)

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