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Indie Music Fest 2018 - Dia 30 (agosto)


Estamos em 2018, esta foi a 6ª edição do Indie Music Fest e a 4ª presença da equipa Glass Journal, agora com identidade renovada, em Baltar na celebração da música independente. Uma celebração indie que no primeiro dia foi pintada com tons negros e sombrios, carga de uma música mais pesada e menos ligeira do que aquilo que chamamos de "indie". Foi sobre um chamamento um tanto ou quanto apoteótico que nos reunimos no Palco Relva para assistirmos aos Glaucoma, banda que regressa aos palcos após 17 anos de hiatus para dar um valente concerto de metal nesta celebração da música indie. Paradoxal, correto? Seria, caso os Glaucoma não fossem uma antiga banda oriunda de Baltar. Assim sendo, fez todo o sentido esta reunião nesta edição do IMF. O ar sombrio dos Glaucoma pedia moshs, cabeças a abanar e muitos símbolos do rock n' roll nas mãos, mas a verdade é que as manifestações do público foram pouco notórias.

A toada metaleira não terminou por aqui. Seguimos para um remodelado Palco Cisma, num espaço melhor aproveitado que o das anteriores edições. Estas mudanças na estrutura deste palco não deixaram de lhe providenciar a intimidade muito caraterística existente nas edições anteriores. It Was The Elf vieram da Serra da Estrela e pediam cada vez mais que o público se aproximasse, para que a energia metaleira fosse mais calorosamente vivida. Os Pântano seguiram-se, levando-nos de volta para o Palco Relva, um espaço que neste primeiro dia de Indie Music Fest se eleva ao palco de maior destaque, visto que o Palco Antena 3 apenas funcionou nos dois seguintes dias. Estávamos então, de volta ao Palco Relva que teimava em não se pintar de tonalidades indie. Os Pântano deram continuidade ao metal que tomou de assalto Baltar, soando por vezes a hardrock ou até a grunge.

Este curto primeiro dia terminou, para nós, de volta ao Palco Cisma com os Gator, The Alligattor. Talvez por o nome o fazer lembrar, aparentam ser aprendizes dos australianos King Gizzard & The Lizard Wizard. As energéticas músicas são menos melódicas e entusiasmantes do que as dos mestres australianos, mas não deixaram de dar o concerto mais marcante deste dia. O primeiro dia de Indie Music Fest terminou, assim, com esta muito jovem banda de Barcelos a dar ares da sua graça de um psicadelismo garage. Estava na hora de às tendas retomar, novo dia estava já à espreita.


Indie Music Fest 2018 - Dia 30 (agosto)

Texto: Eduardo Antunes

Fotografia: Tomás Barão da Cunha (https://www.behance.net/tomasbcunha)

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