50 Best Albums of 2018


A semana de listas da List Week - 2018 termina aqui. Estes são os 50 melhores álbuns internacionais de 2018 para a redação Glass Journal. Um ano variado, sem claros favoritos aos lugares cimeiros deste top, e com variedade de estilos e paragens, à semelhança da playlist das 75 melhores músicas deste ano. Há até artistas com 2 álbuns nesta lista. Há também menções honrosas a fazer, a álbuns de artistas que aqui não figuram, como Brockhampton, Anderson Paak, Charlotte Day Wilson, George ClantonYuno, Kamasi Washington, Armand Hammer, Kurt Vile ou Mount Eerie. Certamente nos poderíamos lembrar de uns quantos mais, mas foram estes os que mais se destacaram e que não figuram nesta lista. 
A lista dos 50 álbuns, com a sua devida ordem, está em baixo, e resta apenas percorre-la. 

50. Ravyn Lenae - Crush EP



49. Jay Squared & Rook1e - It Felt Like a Week




48. Aisha Burns - Argonauta




47. Eleanor Friedberger - Rebound




46. Cuco - Chiquito




45. Donny Benét - The Don




44. Hop Along - Bark Your Head Off, Dog




43. The Babe Rainbow - Double Rainbow




42. Jacco Gardner - Somnium




41. Jaakko Eino Kalevi - Out Of Touch





TOP 40





40. U.S. Girls - In a Poem Unlimited




39. Dirty Projectors - Lamp Lit Prose




38. Sunni Colón - Satin Psicodelic



37. New Optimism - Amazon To LeFrak





36. Félicia Atkinson & Jefre Cantu-Ledesma - Limpid as The Solitudes




35. Altin Gün - On




34. Khruangbin - Con Todo El Mundo





33. Riley Geare - The Trip, Vol.1



32. Fatima - And Yet It's All Love


31. We Out Here - We Out Here





TOP 30




30. Earl Sweatshirt - Some Rap Songs




29. Amaro Freitas - Rasif




28. Miles Bandit - Amethyst Garden




27. Melody's Echo Chamber - Bon Voyage



26. Juliana Daugherty - Light




25. Rook1e - Discography Too




24. Let's Eat Grandma - I'm All Ears



23. MGMT - Little Dark Age




22. Yves Tumor - Safe In The Hands Of Love




21. Against All Logic - 2012-2017




TOP 20




20. Mitski - Be The Cowboy





19. Confidence Man - Confident Music For Confident People





18. VanJess - Silk Canvas





17. Gaye Su Akyol - İstikrarli Hayal Hakikattir





16. Andy Burns - Good Grief





15. Sunset Rollercoaster - Cassa Nova






14. Ian William Craig - Thresholder






13. Superorganism - Superorgansim






12. Julia Holter - Aviary





11. Kids See Ghosts - Kids See Ghosts







TOP 10






10. Mildlife - Phase

Este quarteto australiano consegue logo um bilhete dourado para os destaques do ano com o seu disco de estreia. Phase está carregado de psicadelismo oriental, mas foi feito segundo os cânones alternativos ocidentais. O resultado é uma viciante peça de 40 minutos, que transborda sabedoria musical.





9. Haru Nemuri - Haru to Syura

Do Japão para o mundo, num ano em que a música que não é do ocidente aparece com algum peso nesta lista. Haru Nemuri é quem consegue o maior dos êxitos, pela sua capacidade de interligar universos. Ela é, sobretudo, uma alma rock, mas o hip-hop, o nu metal, a eletrónica e o industrial estão todos aqui. É também uma verdadeira catapulta para um anime de grande ação, mas isso mesmo pode ser falta de abertura à música nipónica e oriental. "Narashite" é o seu grito de guerra.





8. Beach House - 7

Ao sétimo álbum, o duo americano faz aquele que é, para nós, o seu melhor disco. 7 aparenta no seu nome uma simplicidade que fica de parte nas músicas. Os Beach House apresentam várias camadas sonoras em cada música deste disco, não pondo de lado sons mais experimentais na sua composição, que não deixa de ser muito clean.







7. DRINKS - Hippo Lite

Deste lado há uma enorme fidelidade ao trabalho de Cate Le Bon, metade destes DRINKS, mas acredita-se que é sobre esta forma emparelhada que a galesa constrói a sua melhor obra, tal como o faz Tim Presley (aka White Fence). Hippo Lite não soa a 2018, nem soa sequer a anos 2000. É um tesouro escondido com, pelo menos, um século de idade, perfeitamente elaborado para ser a banda sonora de um filme. E se não é nada disto, o trabalho merece mesmo uma salva de palmas.







6. Noname - Room25

Fatimah Warner é mais conhecida pelo nome que foge à escolha de um: Noname. A jovem vem da escola de rap de Chicago. A sua capacidade de letrista é fresca e interessante, e soa a um declamar de poesia urbana muito atual, sobre uma tela de jazz e de grande respiração musical. Um verdadeiro novo fôlego, portanto.






5. Clarence Clarity - Think: Peace

Clarence Clarity bebe do "pop de viragem do século, levando essas figuras para um espaço sideral no qual aliens interferem nas suas auras sonoras. Tudo isto a partir de um quarto em Londres. Nostalgia, futurismo e uma dose astronómica de fantasia, portanto." Isto e muito mais na review deste mesmo álbum aqui.





4. Rosalía - El Mal Querer

No espaço de um ano, Rosalía passa de uma nova artista de flamenco, ao editar o seu álbum de estreia Los Ángeles, para um verdadeiro fenómeno da música pop. Neste frutífero ano, a jovem espanhola mudou de editora e abraçou a pop e r&b eletrónico e alternativo, sem largar das mãos o, muito seu, flamenco. El Mal Querer é resultado dessa grande capacidade de mudança.






3. Blood Orange - Negro Swan

Este disco de Blood Orange era dos que mais esperávamos neste ano. A espera não saiu desiludida. Negro Swan marca uma viragem por uma lado mais emocional e obscuro, em comparação com a animação de Freetown Sound, do qual parte sonoricamente. "Charcoal Baby" é um perfeito exemplo dessa nova melancolia que enche uma música preenchida de texturas diferentes.






2. SOPHIE - OIL OF EVERY PEARL'S UN-INSIDES

Se por aqui já retratamos a música que representa e orgulha o passado, SOPHIE é o verdadeiro contrário disso mesmo. Neste álbum - que deve ser lido como "I Love Every Person's Insides" - a escocesa abre-nos uma pequena janela para um mundo do futuro. A janela mostra-nos que as fronteiras são, cada vez mais, coisa do passado. "Is It Cold In The Water?" pode não ser a favorita de muitos - as coloridas "Immaterial", "Ponyboy" ou "Faceshopping" são igualmente incríveis - mas é o derradeiro hino emotivo do futuro. 






1. serpentwithfeet - soil

Descrever "o melhor álbum do ano" é uma tarefa algo nervosa. Mas é sem qualquer tipo de nervosismo que Josiah Wise - o verdadeiro nome desta serpente cantante - domina estes 39 minutos de um soil que faz o coração chorar. Só que o choro não é aqui sinónimo total de tristeza. Chega a ser de felicidade, por se ver que este disco representa um espelho de alma de serpentwithfeet, que pode também o ser de muitos e muitas pelo mundo fora. Este álbum acaba por ser um retrato humano de um requintado corte. O susurro de "whisper" inicia o álbum, e assim é a música que escolhemos para destacar, como quem indica o que se deve favor de seguida: ouvir toda esta beleza de disco.



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